Hoje acordei meio deprê. Os olhos esbugalhados, como dizia minha vó, que já morreu, e uma vontade tremenda de continuar dormindo.Na falta do sono, fui para a sala ver tevê, desenho animado. Nostalgia define.
É de fato impressionante
como os termos simplificado, esquematizado, resumido e facilitado vem sendo
inseridos na vida humana. Hoje, tudo
deve ser feito com pressa.
Imagine que você está caminhando tranquilamente pela calçada, respondendo a uma mensagem de texto enquanto pensa na desculpa que vai dar ao seu chefe pelo segundo atraso consecutivo. Nesse exato momento uma nave espacial — sim, uma nave espacial — aterriza na sua frente. De dentro dela sai uma criatura sobrenatural.
O que você faz?
( ) Sai correndo
( ) Tenta fazer contato
( ) Nem sai correndo, nem tenta fazer contato, mas fica estagnado, perplexo.
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Originalmente em La Parola
Para começo de conversa, afirmo: esse texto não é imparcial e nem precisa sê-lo. E você, que está lendo, provavelmente é um viciado. Café, Coca-Cola, trabalho, sexo, futebol, chocolate, internet, celular, PlayStation, novela, séries, cinema francês… E a lista continua.
E que tal um baseado? Ai a conversa muda por completo e qualquer espertinho vem logo dizendo que não tem comparação, que eu devo estar ficando maluco e que os meus neurônios devem estar quase no zero. PrevisÃvel.
E se eu te disser que dá no mesmo, que as pessoas se entopem de Rivotril e comida industrializada, ou gastam os dias dentro dos seus apartamentos minúsculos ou escritórios barulhentos, com chefes insuportáveis?
Uns fumam maconha e gostam. Jargões como “viagem sem volta” e que a maconha é a “porta para outras drogas” são ditos centenas de vezes aos jovens, principalmente pelas mães caretas que tem o coração maior do que o mundo — conselho de mãe eu até entendo.
O que eu não engulo é o discurso chato, batido, de que o usuário é um perdido, não tem futuro e logo estará por ai, cometendo furtos para saciar seus vÃcios. E as mães, coitadas, mal sabem que os filhos estudam com professores barbudos, desligados de deus e de tudo, que fumam aos domingos para aliviar a pressão.
E nem vou falar dos números, dos fatos, não vou citar depoimentos longos, nem nada parecido. A vida, essa sim não tem volta. É um tempo muito escasso para encontrar o equilÃbrio, discutir o certo e o errado (dogmas, no fim das contas).
E se você ainda pensa que a maconha é um problema, que não é legal e que não vale a pena, lembre-se: todo mundo tem direito de ferrar a própria vida.
SOMOS TODOS IMORAIS!
Você
já parou para pensar em todo esse discurso moralista que topeia a juventude
atual? Como se fossem eles os culpados pelos erros alheios, e que tivessem que
segurar a cruz. Isso acontece de geração em geração, a cultura de jogar a culpa
no irmão mais novo só porque ele não vai apanhar!
No
mundo, sempre aconteceu isso. As pessoas eram acostumados a viverem sob
constante controle social Regras bem definidas do que era ser nobre, educado e
um exemplo de pessoa na alta sociedade. Só que, por trás disso tudo, da
máscara social que é uma cultura enraizada desde que o mundo é mundo... Os
valores eram os mesmos que vemos agora. Há um costume de culpar a geração
seguinte pela perda de moral e valores, quando na verdade essa moral e valores
nada mais são do que o lado ordinário da humanidade. Ordinário no sentido de
ser aquilo que provoca a hipocrisia! Todos cometem, mas existe aquela coisa de
utilizar do eufemismo e abdicar a verdade pela aceitação social.
Repreendem
os jovens e reprimem o pensamento, o modo de vida. Na juventude, é comum
divergir da igualdade, dos padrões e de toda aquela coisa chata de seguir
regras e estar submetido às ordens de alguém... É justamente isso que faz com
que sejam eles os culpados, quando na verdade estão exprimindo e exalando com
toda convicção possÃvel, a verdadeira essência humana. Nessa fase acontece o
processo de adaptação para a vida adulta ou, o “cortar das assas”.
Obrigatoriamente você é submetido aos valores da sociedade. E isso se torna um
ciclo vicioso, sem que nunca ninguém pare e diga que os valores já começaram
perdidos e que toda uma cultura que passou de geração em geração é uma forma
cruel de suprimir a humanidade.
Há
regras pré-definidas de como se portar, de comer, se vestir... Há padrões
controversos, desnecessários e estranhos. Mas há a realidade, aquela suprimida,
escondida e pecaminosa onde todos sabem, mas escondem em nome “da moral e dos
bons costumes”. Qual moral e quais bons costumes? Tudo que vivemos agora, a tal
da moral... Foi fundamentada em guerras, decapitações, olho por olho, lei dos
mais espertos, uma usurpada aqui, uma traição ali e uma bela de uma máscara de
bom moço. Então, o regresso da moral seria na verdade o progresso, a
descoberta!
O
mundo não está se perdendo, uma vez que sempre houve tudo que há e, sendo
assim, nessa lógica, sempre esteve perdido... O mundo está se redescobrindo,
com a pouca e tÃmida liberdade de mostrar a cara. É curioso se dizer que, de
qualquer forma, a próxima geração sempre irá inovar buscar o novo e estar
andando junto com o avanço tecnológico. E isso cria uma aparência de
desleixados e estagnados, que “na minha época criança brincava correndo na
rua”. Há uma diferença entre descoberta, evolução da moral... Para o avanço
tecnológico. Pessoa ainda é diferente de máquina, por mais que estejamos num
processo de hÃbrido. A tal da moral não se corrompe pelo avanço na área
tecnológica, isso está mais para mito.
Somos imorais na
moralidade! É um paradoxo, mas somos isso. Aconteça o que acontecer, não temos
culpa... Estamos repassando os valores para nossos filhos e sempre cuspimos
fogo para proteger a moral imoral.
ExtraÃdo de La Parola
A grande onda da infância era ter um avião de controle remoto. Tinha um comercial na tevê e a molecada se reunia na sala para ver aquela estrutura rasgando o céu. Era bonito e tudo, mas o dinheiro dos pais era pouco. O tempo passou — voou, na verdade — e a onda mudou.
Na adolescência o barato era sair com os amigos ostentando roupas de marca. Do sapato à camisa, tudo muito elegante. As meninas piravam. Teve até uma época em que era legal usar correntes e boné. Eu nunca gostei de bonés e nem tinha grana para as frescuras da moda.
Depois de algum tempo a coisa ficou séria, além de ter era preciso ser alguma coisa. “É preciso estudar para arrumar emprego, arrumar emprego para ganhar dinheiro e ganhar dinheiro para ter uma vida boa”. E nisso eu fiquei meio confuso, pois não tinha (tenho) nada daquilo que era preciso ter e nem era nada daquilo que era preciso ser.
O ócio fez milagres na história da humanidade, mas agora parece que qualquer trabalho é melhor do que ficar à toa. Pensar é desnecessário e a “cabeça vazia é oficina do diabo”. Os práticos criam empresas do zero e faturam milhões por ano. Viram sÃmbolos de sucesso e inspiram milhões de jovens ao redor do mundo.
E eu, que “sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”, para lembrar Belchior, não sei se sigo ou se fico. Eu sou um tanto quanto desajustado.
Lembrando que um dia falou
"sabe, você tá tão chique, meio freak, anos 70
Fique
Fica comigo
Se você for embora eu vou virar mendigo
Eu não sirvo pra nada
Não vou ser seu amigo
Fique
Fica comigo"
(Metá Metá)
“Não pensei que o curso de Direito fosse mudar a sua personalidade”, diz uma conhecida, num tom de lamento. Logo você, tão determinado, se deixou corromper. Mas existe uma frase de alÃvio, no final das contas: o Direito faz isso com as pessoas. Aquilo que não pode ser evitado não nos atormenta. Logo você… isso significa que existe esperança.
© obvious
Faz algum tempo que venho ruminando essa ideia de superioridade ostentada pelos estudantes de Direito. Não sei por onde começar, eu também sou um estudante — de Direito, para ser mais preciso, além de um tanto quanto redundante. Tento imaginar o que se passa na cabeça de alunos de outros cursos, como a Medicina, Filosofia, Engenharia e tantos quanto existem.
Em alguns casos é possÃvel perceber que não se trata apenas de superioridade, mas de ignorância. “Ele está complicado demais”, comentam os amigos e familiares. Complicado por que se sente superior, inalcançável. Essa é a palavra certa. Aquilo que não podemos tocar, sentir, entender — só Deus pode ser tão magnÃfico.
Mas por que o Direito? Isso é questão de linguagem. A advocacia ocupa o segundo lugar na lista das profissões que mais atraem psicopatas, conhecidos pela astúcia, destreza, inteligência e indiferença. Misture esses elementos e chegará a um resultado interessante: o curso de Direito forma intérpretes, indivÃduos capazes de analisar cada proposição, fato ou evidência de modo frio e calculista.
A superioridade é aparente. Ela esconde outros sentimentos, mais profundos, mais perturbadores, mais compreensÃveis: a solidão e a angústia. O distanciamento dos estudantes de Direito não acontece de forma vertical, o que comprovaria a superioridade hierárquica, mas sim de forma horizontal.
Uma pessoa complicada é, por definição, indefinÃvel. Esse nó no nosso cérebro é perfeitamente desfeito por meio de uma ascese filosófica. O Direito está imerso em filosofia. A literatura contribui com sua imensa variedade de estilos, ideias, possibilidades. A lei, por si só, não vale nada. O que era superioridade passa a ser uma busca por compreensão.
Por isso de os alunos do curso de Direito formarem grupos, clãs cheios de mistério, cheios de si. Apenas ali podem conversar sobre o mundo, sobre as suas inquietações, sobre o tão falado Estado Democrático de Direito.
Não existe superioridade. Existe distância, um verdadeiro deserto entre as pessoas. Esse deserto não pode ser percorrido pelo simples diálogo, sem esforço, sem habilidades genuÃnas. A aproximação requer que uma das partes abandone a sua concepção de mundo e se entregue aos designÃos alheios. Um estudante de Direito dificilmente fará isso.
E nisso parece que retornamos à ideia de superioridade. Por que defender uma forma de pensar, de agir, de se comunicar, em detrimento de amizades, diálogos e relações familiares? Isso é uma questão de fé, não de superioridade.
Mas tudo isso pode estar errado. E essa minha modéstia pode parecer falsa e proposital. Esse texto pode conter uma mensagem de superioridade. Quem vos escreve pode muito bem se sentir superior. Eu sou superior, diz o escritor de si para si. “Ele está complicado demais”.Isso diz muito sobre o ser humano e pouco sobre o Direito.
A literatura chinesa surgiu há muito tempo! Quando a dinastia chou imperava, no ano de 1027 a.c. Nesta época, a base da literatura chinesa ficou conhecida por um cânon e quatro livros clássicos. A época clássica, como é chamada, foi baseada na poesia, tendo o livro Shijing como representante do poder literário que advinha dos chineses. Mas para você entender melhor, vamos fazer uma breve passagem pelo contexto de tudo.
Houve um perÃodo de guerra na China, que é conhecido como “A era dos reinos combatentes”. Onde a dinastia Chin e a dinastia Lin lutaram entre si para determinar quem imperaria a china. A batalha durou um bom tempo, até que então, uma dinastia de guerreiros conseguiu unificar o paÃs e fundar o império que deu origem ao nome China, a dinastia Qin. O imperador da dinastia Qin era o Qin Shihuangdi, um cara de meia idade e um tanto visionário que criou um sistema de comercialização que fez com que todos usassem a mesma moeda, calendário e… Escrita. Todavia, algumas de suas polÃticas zangou o povo chinês e isso fez com que 460 sábios se opusessem aos mandatos do imperador. Ele ordenou que os sábios fossem mortos e queimou todos os livros deles… Foi a primeira tragédia literária datada (chinesa). Nesse mesmo perÃodo, nasce alguém que viria a ser o maior dos escritores chineses… Confúcio! Logo, ele torna-se um sábio, e no decorrer de sua vida, decide repassar seus conhecimentos. Ficou conhecido como “mestre kong”, e tornou-se conhecido em toda a china na Dinastia HAN, quando a literatura teve seu maior expoente! O estilo de vida passou a ser conhecido como confucionismo e tornou-se uma religião ao lado de outras como o budismo. Vale dizer que por esse tempo, também na dinastia Qin, Qin Shihuangdi deu inÃcio a construção da muralha da china, que tem uma extensão equivalente a América do sul!
A literatura continuou crescendo, e passou para a “Literatura medieval”, segunda fase da literatura chinesa. Nesse tempo, não houve muita mudança e o estilo de escrita ainda era a poesia. A melhor poesia chinesa foi escrita durante a dinastia Tang (617-907), da qual se conservam mais de 49.000 poemas escritos por 2.200 poetas.
Já a era moderna, ficou marcada pelo surgimento do romance em prosa, tendo Sanguozhi Yanyi (Histórias romanceadas dos reinos) e Shuihuzhuan (À beira d’água) como representante épicos do novo estilo de escrita. Depois de um tempo, houve uma revolução na literatura chinesa, influenciada pela cultura ocidental, conhecida como “Renascimento Chinês”, que prezava o uso da linguagem coloquial para atacar a sociedade. E esse estilo é praticado até hoje!
Se você for do Rio de Janeiro, São Paulo ou Fortaleza, e gosta de ir a eventos literários, fique ligado nestes que estarão acontecendo nos próximos dias!
Evento Belo Desastre - Rio de Janeiro:
2º encontro do 600º andar - São Paulo:















